Piloto de caça que quebrou vidros do STF não é punido, diz Aeronáutica FAB concluiu que 'piloto deixou a velocidade aumentar para 1.100 km/h'.
O piloto do caça da Aeronáutica que fez o rasante sobre o Planalto em 1º de julho, provocando a quebra de vidros do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), não foi punido pelo ato e já retornou ao trabalho, segundo a FAB.
O fato ocorreu após a passagem de dois Mirage F-200 sobre a Praça dos Três Poderes durante comemorações para a troca da bandeira. Segundo o STF, a manobra do avião da FAB quebrou 65 vidraças de grande porte e mais dezenas de vidros pequenos. Outros prédios próximos também tiveram vidros estilhaçados. A Aeronáutica pagou a troca das vidraças.
Segundo a FAB, “ele recebeu orientações do comando da unidade aérea e retornou as atividades de voo de defesa aérea no dia 26 de julho”.
O piloto trabalha no 1º Grupo de Defesa Aérea (GDA), localizado em Anápolis (GO), e não foi autorizado a dar entrevista, diz o Centro de Comunicação da FAB. Ele tem mais de 10 anos na aviação de caça e é considerado como extremamente experiente.
Conhecido como "Esquadrão Jaguar", o 1º GDA tem a missão de defender o país e, principalmente, o Planalto.
No dia seguinte à demonstração em que houve a quebra dos vidros, a Aeronáutica divulgou que o piloto havia sido afastado das funções e passaria por avaliação operacional, podendo receber alguma punição.
Alta velocidade para demonstração
Para os militares, o Mirage "excedeu o limite de velocidade adequada" para uma demonstração de troca de bandeira.
Mesmo se estivesse voando em maior altitude, o estrago ocorreria.
A assessoria da Aeronáutica explicou na época que o recomendado é que a velocidade do caça não se aproxime da velocidade do som, que é de 340 m/s ao nível do mar (1.100 km/h equivalem a cerca de 305 m/s).
Um Mirage F-2000 pode atingir 2,2 vezes a velocidade do som, que é de mais de 330 metros por segundo.
G1

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