Para tentar evitar tragédias como a de Realengo no ano passado e reduzir os chamados "bicos" dos policiais militares, as secretarias de Educacao e Segurança do Estado do Rio de Janeiro anunciaram um acordo que visa melhorar a segurança dos alunos e permitir que os policiais trabalhem voluntariamente nas horas de folga e ganhem por isso.
"Nao vamos acabar com o bico do policial, mas oferecemos uma alternativa segura e com menos risco" disse o secretario de Segurança, José Mariano Beltrame, após o anúncio do Programa Estadual de Integração da Segurança (Proeis). No primeiro dia de funcionamento o programa começou a oferecer segurança a 90 escolas estaduais de todo o RJ, com participação de 423 dos 3.825 policiais inscritos e aceitos na primeira fase do projeto. "Já temos 5747 policias cadastrados e queremos acabar com a perversidade que é o bico do policial" disse o coordenador do Proeis, coronel Odair de Almeida Lopes. Os policiais vão trabalhar fardados, armados e com um braçadeira vermelha para identificar que fazem parte do projeto. De acordo com Beltrame, os policiais vão trabalhar no máximo doze turnos, sempre respeitando um limite mínimo de folgas. O projeto é feito em parceria com empresas privadas que aceitem pagar de R$ 150 a R$ 200 para cada oito horas de trabalho realizado, o que vai permitir que cada policial ganhe até R$ 2400 de extras. "É mais segurança para os pais, para os professores e para os alunos" disse o governador Sérgio Cabral. "Em 12 meses queremos que todas as escolas do estado estejam atendidas pelo projeto se segurança." afirmou. José Mariano Beltrame fez questão de dizer que o programa, de certa forma, é uma copia do que as polícias americanas já fazem em cidades como Los Angeles ou Nova York. Os PMs vão atuar nos arredores das escolas e imagem nas portarias. " Vamos estar mais seguros e teremos a possibilidade de vermos a policia de outra forma" disse a aluna Aimée Pereira, de 12 anos, da escola estadual Miecimo da Silva, uma das primeiras beneficiadas pelo projeto.
Para entrar no projeto o policial militar precisa passar por um serie de requisitos, como nao ter sido punido administrativamente, nao responder a processo ou ternárias freqüentes ao trabalho. O objetivo é afastar o tráfico de drogas do âmbito escolar, assim como evitar brigas e bullying entre alunos e violência contra os professores.

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