A Polícia Civil prendeu três homens suspeitos de participar da chacina de sete pessoas na noite do último sábado (28) na fazenda N.S. Aparecida, em Doverlândia, no interior de Goiás. O primeiro a ser preso foi Aparecido Souza Alves, de 23 anos. Localizado na casa dos pais, em Doverlândia, ele confessou ter participado da chacina e recebido R$ 700 de adiantamento, com a promessa de ganhar R$ 50 mil após a execução do crime.
Ex-empregado da fazenda, Aparecido Alves garantiu à polícia que seu pai mora numa posse vizinha à propriedade. Ele também entregou armas usadas no crime e um par de tênis e uma carabina pertencentes às vítimas. Além disso, denunciou outros integrantes da quadrilha.
Ex-empregado da fazenda, Aparecido Alves garantiu à polícia que seu pai mora numa posse vizinha à propriedade. Ele também entregou armas usadas no crime e um par de tênis e uma carabina pertencentes às vítimas. Além disso, denunciou outros integrantes da quadrilha.
Dois militares de Jataí (GO) são suspeitos de envolvimento na chacina de Doverlândia
No crime foram mortos Lázaro de Oliveira Costa, 57 anos, dono da fazenda e ex-presidente do Sindicato Rural de Doverlândia; Leopoldo Rocha Costa (22), filho do fazendeiro; Heli Francisco da Silva (44) vaqueiro da fazenda; Joaquim Manoel Carneiro (61 anos), amigo de Lázaro; Miraci Alves de Oliveira(65), mulher de Joaquim; Adriano Alves Carneiro (24), filho do casal; e Tâmis Marques Mendes da Silva (24), noiva de Adriano.
Os outros dois suspeitos de participação na chacina são ligados ao fazendeiro morto. "Alcides do Supermercado" é o ex-futuro sogro de Leopoldo, filho de Lázaro Costa, enquanto Célio Juno Costa da Silva é seu sobrinho. Ambos foram presos no velório das vítimas, em Frutal, no Triângulo Mineiro.
Alcides e Célio negaram participação no crime. Mesmo assim, juntamente com Aparecido Alves tiveram suas prisões decretadas pela Justiça de Goiás e foram levados à Delegacia de Homicídios em Goiânia (GO).
A polícia não descartou a existência de vínculos entre eles. E ainda busca um quarto suspeito, José Ribeirãozinho, na expectativa de elucidar o caso.
A delegada Adriana Accorsi pretende apresentar os presos e o desfecho do caso nesta quarta-feira. "Todas as pessoas indicadas por Aparecido estão sendo detidas, interrogadas e seus álibis, verificados", disse. Ela acrescentou que os depoimentos também estão sendo confrontados com levantamentos periciais e material coletado no local da chacina.


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