Menina foi achada morta num hotel com um cadarço no pescoço. Acusada, segundo o processo, seria amante do pai da garota.
Está marcado para a tarde desta quinta-eira (22), na 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o início do julgamento de Luciene Reis Santana, acusada da morte da menina Lavínia Azeredo, de 6 anos.
A menina foi encontrada morta no dia 2 de março do ano passado, com o cadarço do tênis enroscado no pescoço, debaixo do colchão de um quarto do hotel em Caxias.
Segundo a investigação que gerou o processo, a criança foi sequestrada da própria casa, durante a madrugada, no dia 28 de fevereiro de 2011. A acusada, segundo a ação, era amante do pai de Lavínia.
Em junho do ano passado, o juiz Paulo Rodolfo Maximiliano de Gomes Tostes, iniciou a Audiência de Instrução e Julgamento ouvindo as testemunhas de acusação.
Segundo a assistente de acusação Adriana Santana, nesta quinta serão novamente ouvidas as testemunhas, haverá o interrogatório da ré e se seguirão os debates entre o Ministério Público e defesa. Segundo disse, serão exibidas as imagens do circuito interno de um ônibus nas quais a menina aparece com a acusada. Adriana Santana adiantou que o julgamento será longo e que a sentença deve ser divulgada somente na sexta-feira (23).
Motivo torpe
Segundo a denúncia do Ministério Público, o homicídio foi cometido por motivo torpe (sentimento de vingança pelo pai da vítima, que era amante de Luciene e terminara o relacionamento com ela) e com emprego de meio cruel (asfixia por estrangulamento).
Além disso, segundo o MP, o crime contou com recursos que dificultaram a defesa da vítima: "dissimulação ao ocultar seu propósito homicida durante o período em que ficou com a menina em seu poder; ataque inesperado quando a vítima jamais poderia supor a brutal agressão; bem como ter impedido que a criança gritasse por socorro, envolvendo sua cabeça em uma toalha de forma a não ser ouvida por outras pessoas no hotel".
Ainda de acordo com a denúncia do MP, "após estrangular Lavínia, Luciene escondeu o corpo dentro da estrutura de alvenaria da cama, cobrindo-o com o estrado de madeira e o colchão, ocultando, assim, o cadáver", que só foi encontrado dias depois.
Os três funcionários do hotel reconheceram a denunciada como a pessoa que ocupou um quarto no dia 28 de fevereiro e que tentou sair sem pagar a conta.

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